domingo, 16 de janeiro de 2011

OS PAIS ENVELHECEM

  • Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.
  • Ser pai ou ser mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
  • Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.
 

  • Ser pai ou ser mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
  • Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.
  • Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e  profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
 
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem.

ENVELHECEMOS!
  • E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes.
  • Parece que agora só os ouvem para fazerem críticas, reclamarem e apontarem-lhe falhas.
  • Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância.
  • E isso é uma dor imensa para os pais.
  • Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebem  as mínimas faíscas no olho de um filho.
  • Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos, os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
  • Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente.
  • Praticamente não ouvem mais os conselhos.
 
  • A cada dia demonstram mais impaciência.
  • Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
  • Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas.
  • E tentam fazer os velhos pais adaptarem-se aos novos tempos, aos novos costumes.
  • Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle.
  • Quando eles Estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.
  • Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos, tudo, passa a ser decidido pelos filhos.
  • E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente.
  • Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem  inúteis ou crianças sem discernimento?  E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor.
  • Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa  e acaricia.
  • A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação.

  • Um dia, o velho pai já não estará aqui.
  • O cheiro familiar da mãe estará ausente.
  • As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama,
  • Os chinelos em um canto qualquer da casa.
  • Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos.
  • Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
  • Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias, mesmo que sejam repetidas, e dê-lhes atenção, afeto...
Acredite: Dentro daquele velho  coração brotarão todas as flores da esperança  e da alegria.